Maestà

É um tratamento contemporâneo que, com tranqüila sabedoria, associa a lógica minimalista de elementos discretos a uma morfologia deliberadamente mimética. E que, ignorando hierarquias, consente desde uma releitura livre da Maestá de Duccio, do século XIV, releitura, por assim dizer, decomposicional.

Ronaldo Brito

A artista procede a uma releitura da Maestà, de Duccio, resgata a sua emoção estética primitiva, ao deixá-la no esqueleto, para a seguir reconstruí-la como relevo de alabastro e folha de ouro.

Essa tradução do contínuo morfológico na linguagem descontínua de elementos discretos é típica do trabalho, quase a sua marca registrada; na verdade, é a razão principal de sua crescente mobilidade. As Moedas em cascata estão na origem desses círculos que recontam a narrativa bíblica da Maestà segundo uma pouco ortodoxa gramática minimalista. O que prenunciava a composição renascentista, nos primórdios da perspectiva, transforma-se em seqüência casual próxima à célebre máxima minimalista — uma coisa depois da outra.

Ronaldo Brito

Maestà, 2006
Alabastro e ouro
100x300x3cm

Maestà, 2016
Simon Studer Art 

Maestà, 2006
Paço Imperial, Rio de Janeiro 

Simon nº819, 2007
Alabastro e ouro
16.3×16.3x2cm

Anjo nº 892, 2008
Alabastro e ouro
21.5×21.5×2.5cm

Anjos nº893, 2008
Alabastro e ouro
55x24x3cm

Anjo nº 894, 2008
Alabastro e ouro
42.5x21x2.5cm

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