MARIA-CARMEN PERLINGEIRO CRONOLOGIA

Participa, em 2002, de “O espírito da nossa época” da coleção Figueiredo Ferraz, no MAM, São Paulo. Essa exposição, onde são mostrados os Livros, é uma oportunidade para a artista ver sua obra integrada com a de outros artistas brasileiros. No ano seguinte, exibe pela primeira vez os pêndulos de alabastro na exposição “12 esculturas”, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud; essas peças anunciam o tema desenvolvido nas próximas esculturas flutuantes.

Na exposição seguinte “Alabastros”, na HAP Galeria, no Rio de Janeiro, onde simultaneamente são apresentadas as pinturas de Jaqueline Adam, a artista mostra uma série de gotas em duas paredes e sete cadernos de alabastro e ouro num móvel de gabinete de desenhos iluminado no interior, móvel criado pelo arquiteto Eduardo Hue.



De certa forma, os trabalhos mais recentes de Maria- Carmen Perlingeiro sintetizam a linguagem formal e plástica criada a partir de seus desenhos de Nova York, uma vez que a imagem, extremamente gráfica, é diretamente gravada e, em seguida, pintada de ouro nas extremidades das finas placas de alabastro. Um legítimo retorno, não apenas às próprias coisas como também ao perfil das coisas. (Stéphane Cecconi. “Dessin 1: le geste du sculpteur”. Les minutes du cabinet des dessins. Genève: Musée d’Art et d’Histoire, 1999).

Quando eu era pequena, havia racionamento de eletricidade quase todos os dias no Rio; lembro-me de fazer os deveres de colégio no final da tarde com luz de vela, ficar brincando com a parafina quente e observando minha mão através dessa luz amarelada que se tornava vermelha ao atravessar minha pele. Assim eu podia ver dentro do meu corpo. De certa maneira essa imagem ilustra a pedra com a qual eu trabalho e a luz que busco traduzir através de minhas esculturas em alabastro. (Maria-Carmen em mesa-redonda realizada na HAP Galeria, Rio de Janeiro, novembro, 2002).

Participa uma vez mais, em colaboração com o escritório de arquitetura 3BM3 de Genebra, da exposição “Lausanne Jardins 2004” com o projeto Palmeiras em trânsito. A equipe do projeto, formada por Bénédicte Montant, Patricia Guaita, Nancy Bidiville e os arquitetos do escritório 3BM3, participou fisicamente da montagem do jardim, criando um verdadeiro evento artístico. Colocaram em um corredor a céu aberto 40 palmeiras de espécies diferentes dentro de caixas de transporte ferroviário. O espaço se transformou em uma empresa fictícia – Palm-trans SA. A colaboração do escritório de arquitetura 3BM3 – Bénédicte Montant e Carmelo Stendardo – sempre foi positiva na prática de Maria-Carmen, pois os arquitetos permitiram que seu trabalho crescesse e tomasse a dimensão dos espaços públicos.



O Gabinete de Arte Raquel Arnaud organiza a exposição “Arte contemporânea: uma história em aberto”, paralela à Bienal Internacional de São Paulo de 2004. A curadora da exposição, Sonia Salzstein, selecionou esculturas de mármore dos anos 90. Em 2004, faz uma escultura para o túmulo de uma jovem em Veyrier, Genebra: 12 discos de mármore branco pousados sobre granito negro.