MARIA-CARMEN PERLINGEIRO CRONOLOGIA

Leciona serigrafia na École Supérieure d’Art Visuel em Genebra, como substituta da professora Evelyne Gallopin. No ano seguinte, em 1991, apresenta serigrafias junto com os alunos dessa mesma escola, no Palais de l’Athénée em Genebra.

No mesmo ano, é convidada a expor suas esculturas no Château de Villa, em Sierre, no cantão do Valais, juntamente com as pinturas de Jean-Paul Renko. Essa exposição teve editado, com o apoio de Pierre Mirabaud, Rolf Bloch e Pierre Trembley, um catálogo com o texto “Entre o corpo e a estrutura”, de Ronaldo Brito e com projeto gráfico de Sula Danowski. Foi sua primeira exposição de esculturas na Suíça. Os mármores brancos, distribuídos em várias salas, contrastavam com a madeira escura do castelo.



O mármore de Carrara: Escolhi trabalhar com essa pedra por causa de sua matéria densa, sua resistência e seu peso. A técnica do corte direto exige um tempo de realização bastante longo e só ao cabo de alguns anos é que o mármore amolece, digamos assim, para se transformar numa pele fina, arriscando se quebrar com as batidas do martelo. (Maria-Carmen em conferência na Sotheby’s Uni Dufour, Genebra, junho, 1997).

Em 1992, expõe na galeria Ruine, em Genebra. Nessa ocasião, conhece André L’Hullier, o primeiro colecionador a adquirir os mármores da artista. E já no ano seguinte, o banco UBS, por intermédio de Roger Mayou, consultor artístico, encomenda obras da artista: duas esculturas de mármore em escala maior do que a habitual para uma das sedes do banco em Genebra. Ainda em 1993, expõe suas esculturas pela primeira vez no Rio de Janeiro, na galeria Goudard, e de volta a Genebra participa da exposição “In vitro in vivo”, junto com as pinturas de Josée Pitteloud.



Acompanha, em 1994, Raquel Arnaud, Ronaldo Brito e Guy Brett a Massa, na Itália, para o fechamento do ateliê de Sergio Camargo, artista que estimulou Maria-Carmen a trabalhar com o mármore. Exibe suas esculturas no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo. Na ocasião, foi editado um folder realizado em Genebra pela designer Lisa Parenti.

Numa viagem levava na minha mala de mão uma escultura, uma pétala em alabastro. Ao passar pelo controle de segurança eu pude ver na tela do aparelho todo o conteúdo da minha mala. Mesmo através dos raios X, minha escultura permanecia igual: o alabastro revelava sempre seu interior. (Maria-Carmen em mesa-redonda realizada na HAP Galeria, Rio de Janeiro, novembro, 2002).