MARIA-CARMEN PERLINGEIRO CRONOLOGIA

Estuda no Colégio Sacré-Coeur de Jesus em Laranjeiras e conclui o colegial no Colégio Santa Úrsula. Em 1971, cursa a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro; dois anos mais tarde, vai para Genebra e obtém o diploma de graduação na École Supérieure d’Art Visuel, onde freqüenta o ateliê de serigrafia de Evelyne Gallopin, entre outros cursos. Nessa ocasião, em 1975 mais precisamente, faz uma série de trabalhos em ardósia, placas de acrílico e arame, que, juntamente com os trabalhos de todos os alunos do ateliê, é exposta no Centre d’Art Contemporain, Salle S. Patiño.



Em Genebra, realiza um projeto de integração com a arquitetura no prédio situado na rua Villereuse: um painel de 12 metros de comprimento, um banco e uma jardineira de plantas. Esse trabalho ainda pode ser visto; as cores da pintura não se alteraram. É selecionada para a 13a Bienal Internacional de São Paulo, onde apresenta fotografias em preto-ebranco com desenhos em grafite sobre a temática das pedras.

Após viagem a Juazeiro do Norte (CE), em 1976, inspira-se nas salas de ex-votos da igreja de Padre Cícero para fazer o trabalho de conclusão de graduação: uma sala de ex-votos vegetais. Uma das paredes da sala é coberta por uma centena de fotos de árvores emolduradas em cores variadas; um texto manuscrito explica a propriedade medicinal de cada planta; como se cada ex-voto tivesse sido colocado por uma pessoa diferente. Na mesma instalação, são mostradas pequenas esculturas de barro de algumas árvores e palmeiras.